Domingo, 08 de Março de 2026

Brasil ( Cidades do Maranhão )

Publicada em 21/07/25 às 14:50h
Câncer colorretal, que causou morte de Preta Gil, cresce entre jovens e acende alerta mundial
“Hoje, o câncer colorretal metastático já não é mais uma sentença de morte”, afirma Hoff. “Temos pacientes curados mesmo após a doença ter se espalhado, algo impensável nos anos 1990.”

Rádio Web Focus Hits de Barreirinhas - MA https://portaloinformante.com.br/

Preta Gil faleceu neste domingo, 20  (Foto: Rádio Web Focus Hits de Barreirinhas - MA https://portaloinformante.com.br/)

A morte da cantora e apresentadora Preta Gil, aos 50 anos, em decorrência de um câncer colorretal, reacendeu os alertas da comunidade médica sobre uma realidade que tem se tornado cada vez mais comum e preocupante: o aumento expressivo de casos desse tipo de tumor em pessoas com menos de 50 anos.

Preta Gil faleceu neste domingo, 20

Antes considerado um câncer típico de faixas etárias mais altas, o tumor colorretal — que afeta o intestino grosso (cólon) e o reto — agora aparece com mais frequência em adultos jovens. Médicos e pesquisadores classificam essa tendência como “alarmante” e “um problema global”.

Segundo o oncologista Paulo Hoff, presidente da Oncologia D’Or, estudos apontam que a incidência do câncer colorretal em jovens cresceu até 70% nas últimas três décadas. “É uma mudança significativa no perfil da doença”, observa.

Essa virada nas estatísticas já provocou respostas em alguns países. Nos Estados Unidos, por exemplo, a idade recomendada para exames preventivos foi reduzida de 50 para 45 anos. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) confirma que há uma tendência de crescimento nas faixas etárias mais jovens — especialmente entre os homens de 20 a 49 anos.

Um levantamento da Sociedade Americana de Câncer revelou que, em 2019, um em cada cinco novos casos de câncer colorretal nos EUA foi diagnosticado em pessoas com menos de 55 anos — o dobro da taxa registrada em 1995. E os diagnósticos em estágio avançado aumentam cerca de 3% ao ano entre os mais jovens.

Um problema também no Brasil

No Brasil, embora o crescimento ainda atinja todas as idades, o Inca já detecta sinais claros de que os jovens estão sendo mais afetados. A epidemiologista Marianna Cancela destaca que os óbitos por esse tipo de câncer devem crescer no país nos próximos anos, ao contrário da tendência de queda para outros tumores. “O câncer colorretal é o único que deve ter aumento na mortalidade prematura até 2030”, alerta.

Além disso, dados mostram que ele vem ganhando protagonismo como causa de perda de anos de vida produtiva — saltando da sétima para a terceira posição entre os tumores mais impactantes em homens e mulheres entre 2001 e 2030.

Hipóteses para a nova realidade

Mas por que os jovens estão ficando mais vulneráveis? Embora a ciência ainda não tenha uma resposta definitiva, especialistas apontam possíveis fatores: a má alimentação rica em ultraprocessados, o sedentarismo, o sobrepeso, o uso excessivo de antibióticos e mudanças no estilo de vida das últimas décadas.

Estamos diante de um fenômeno que acompanha a urbanização acelerada e a transformação dos hábitos alimentares da população“, explica Hoff. Para Samuel Aguiar Jr., do A.C. Camargo Câncer Center, é uma realidade que já está nos consultórios: “É comum ver pacientes com 35, 40 anos com esse diagnóstico”.

Sintomas e prevenção

O câncer colorretal é tratável — e curável — quando detectado cedo. Os principais exames de rastreamento são o teste de sangue oculto nas fezes, que é simples e barato, e a colonoscopia, considerada o padrão ouro na detecção e remoção precoce de lesões.

Médicos defendem que o Brasil adote uma política nacional de rastreamento a partir dos 45 anos, como forma de reduzir os diagnósticos tardios. O Inca já estuda um programa específico.

Segundo os especialistas, é fundamental ficar atento a sinais como sangue nas fezes, alterações no ritmo intestinal, dor abdominal persistente e perda de peso inexplicável. “Esses sintomas não devem ser ignorados, independentemente da idade”, reforça Aguiar Jr.

Avanços no tratamento

A boa notícia é que, com os avanços médicos, as chances de cura nos casos iniciais ultrapassam 95%. E mesmo nos estágios mais graves, a expectativa de vida aumentou significativamente graças a novas terapias, como imunoterapia e quimioterapia de última geração.

“Hoje, o câncer colorretal metastático já não é mais uma sentença de morte”, afirma Hoff. “Temos pacientes curados mesmo após a doença ter se espalhado, algo impensável nos anos 1990.”




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