
Foto Reprodução (Foto: Rádio Web Focus Hits de Barreirinhas - MA https://portaloinformante.com.br/)
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) projeta uma nova rodada de sanções dos Estados Unidos contra o Brasil em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na próxima terça-feira (2), a Primeira Turma do STF inicia o julgamento de integrantes do núcleo central acusado por suposta trama golpista de Estado.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Bolsonaro é apontado como “principal articulador, maior beneficiário e autor” de ações para permanecer no poder após a derrota nas eleições de 2022.
A situação do ex-presidente entrou no radar da política internacional. O presidente dos EUA, Donald Trump, já havia citado o processo contra Bolsonaro como um dos motivos para impor um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, em vigor desde 6 de agosto.
Trump chegou a cobrar o encerramento das ações contra o ex-presidente. No Palácio do Planalto, a avaliação é de que, caso Bolsonaro seja condenado, novas retaliações americanas são inevitáveis — inclusive contra ministros do STF.
MEDIDAS DE RECIPROCIDADE
Auxiliares de Lula afirmam que o Brasil já vinha preparando medidas de reciprocidade contra os EUA, independentemente do julgamento. O processo, que envolve trâmites burocráticos longos, deve servir como instrumento de pressão política.
Diplomatas avaliam que a abertura do processo pode abrir uma nova rodada de conversas com os americanos, que até agora têm evitado discutir o tema.
Segundo fontes do governo, a estratégia não prevê, neste momento, a adoção de barreiras tarifárias ou sobretaxas contra produtos dos EUA, já que tais medidas poderiam afetar o setor produtivo brasileiro. Caso haja novas sanções, a resposta deverá ter caráter político.
Entre as alternativas em estudo estão:
– medidas envolvendo propriedade intelectual, como a quebra de patentes de medicamentos;
– taxação de serviços digitais, como aplicativos de streaming.
Integrantes do Planalto reconhecem que qualquer decisão levará em conta a repercussão interna e externa, com o objetivo de evitar prejuízos econômicos ao país.