Cúpula do Congresso busca acordo com STF após operação da PF sobre emendas A partir disso, ministros da Corte passaram a ser procurados de forma informal para ouvir a avaliação dos parlamentares sobre o caso.
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A cúpula do Congresso Nacional iniciou, ao longo do fim de semana, articulações diretas com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar construir um acordo em meio ao avanço das investigações sobre supostos desvios em emendas parlamentares. A movimentação ocorreu após a operação da Polícia Federal deflagrada na sexta-feira (12), que cumpriu mandado de busca e apreensão dentro da liderança do PP na Câmara dos Deputados.
O mandado, autorizado pelo ministro do STF Flávio Dino, teve como alvo uma ex-assessora do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). Diante do impacto político da operação, o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), se reuniram em Brasília, no domingo (14), com seus antecessores Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Arthur Lira.
O encontro reuniu atuais e ex-comandantes das duas Casas porque parte das investigações alcança períodos em que Lira e Pacheco presidiam, respectivamente, a Câmara e o Senado. Nas conversas, o grupo fez uma leitura política da ofensiva autorizada por Dino, sem chegar a uma avaliação única sobre as motivações da medida.
Entre os parlamentares, circulam ao menos três interpretações: a de que o ministro estaria atuando para ajudar o Palácio do Planalto a retomar maior controle sobre as emendas; a de que a operação seria uma reação do Supremo à decisão da Câmara que manteve o mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP); e ainda a hipótese de que a ação buscaria fortalecer o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), um dos denunciantes de irregularidades no uso de emendas.
Apesar das divergências, prevaleceu no grupo o entendimento de que o caminho mais prudente, neste momento, é o diálogo com o STF, antes de qualquer iniciativa considerada retaliatória por parte do Congresso. A partir disso, ministros da Corte passaram a ser procurados de forma informal para ouvir a avaliação dos parlamentares sobre o caso.
Nos bastidores, lideranças do Congresso avaliam que a operação é juridicamente frágil. A crítica central é que a decisão não apontaria um fato determinado específico, o que, na visão dos parlamentares, caracterizaria uma espécie de “fishing expedition” — quando se apreende material de forma ampla na expectativa de encontrar algo que sustente uma acusação. Também pesa o fato de a medida se apoiar em depoimentos prestados em 2024 por parlamentares oposicionistas à atual cúpula do Legislativo.
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